Hoje aproveitei e dei um passeio no circo (para variar). E vislumbrei mais uma vez as manobras a que estamos sujeitos neste mundo mundano e singelo. Como se de um alegretto se tratasse, subi e desci as escadarias mecânicas. Subi e desci, subi e tornei a descê-las. Nas montras vi os subornos de mim, dos outros. De nós, vós onde não podiam faltar eles. As caras distorcidas na minha realidade, paradoxal e quadridimensional, riam-se enquanto me apalpavam os fotões de sombra e os vultos de luz. E digo novamente: foda-se!
Cá estão elas as bagatelas. Saídas da mente dos verdadeiro criadores. Muito humanos e pouco humanistas. Muito credores e muito pouco seguidores. Muito animalescos e nunca bestiários. Comem as pérolas os porcos. Roem-nos as vísceras e corroem-nos os fígados e os baços. Embaciam-nos os olhos como abutres a debicar as carcaças vivas. E eu caminho por entre o lixo, a escória e o podre que não teme nem tem esperança. Que olha para mim como mais um que passa e pensa o mesmo que eles provam.
Gerações e gerações de corvos grasnam mas em vão. São apenas a minha visão. Mas posso profetizar mais um pouco... Ai, se posso! Então é assim:
4+4 deixarão de ser 8 para passarem a ser poucos ou muitos. A massa cinzenta deixará de ser medível ou pesável. Os olhares mais negros que fogem de negros vultos e colarinhos da cor oposta. Não haverá guerra na paz mas paz na guerra, porque a mesma criatura apocalíptica deixará de ser necessária. A seguir?
Controlo remoto. O zombizismo será inultrapassável através de oceanos de ordens e circulares a uma escala proporcionalmente bíblica. E onde andará ele? Tão grande e tão pequenino? Não há. Deixarão de haver as palavras para começar-mos a olhar para dentro. Mas será tarde para roer-mos as cordas. Tanto as nossas como as dos nossos filhos. Será assim? Irei mais longe. Um fim que será infinito de temores para todos os lados da cruz do caos. Pagarão caro o que nos fizeram! Aos mudos dár-se-lhes-á as palavras. Aos cegos as cores é claro. Aos surdos tão somente a musica como oferta e aos tetraplégicos imaginem lá. Para que não possa imaginar que aos paralíticos cerebrais, lhes darão os bilhetes para as grades da frente neste circo moroso e tentador, recheado de aberrações.
Observer xi Jan anno MMXI
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